Brasil ganha catálogo da sociobiodiversidade

Publicação reúne produtos e serviços oferecidos pelas populações tradicionais em Unidades de Conservação

Extrativismo sustentável
Publicado em: 05/12/2018

Açaí, castanha, cacau, farinha de mandioca, jaborandi, pirarucu, babaçu, borracha... são tantos os produtos que consumimos vindos das florestas, muitos deles somente encontrados no Brasil. E eles não são importantes apenas para o consumo, representam um forte elo na cadeia produtiva de populações e comunidades tradicionais, cujo extrativismo e manejo comunitário são os seus principais modos de sobrevivência.

Pensando em dar visibilidade a esses produtos, a Coordenação Geral de Populações Tradicionais (CGPT/DISAT) lançou a versão impressa do “Catálogo de Produtos da Sociobiodiversidade do Brasil”.

Ao todo, são 15 produtos oriundos de populações tradicionais, em 66 unidades de conservação brasileira: açaí; artesanato; babaçu; borracha; cacau; castanha; farinha de mandioca; frutas e polpas; jaborandi; jacaré; madeira de manejo comunitário; óleos vegetais; recursos pesqueiros; pirarucu e turismo de base comunitária.

O catálogo traz informações como nome científico, safra, área de ocorrência, uso mais comum, curiosidades, importância econômica, história e muito mais. Também apresenta um mapa ilustrativo dos produtos que podem ser encontrados em cada estado brasileiro que abriga Reservas Extrativistas, Reserva de Desenvolvimento Sustentável e Florestas Nacionais com populações tradicionais. O leitor ainda encontra uma relação completa de organizações em cada estado com contato comercial e produtos ofertados.

Diversificação de mercado

Atualmente, um dos principais desafios é fazer com que os produtores tenham diversificação de mercado consumidor, especialmente em locais onde a logística é dificultada e possa competir com produtores maiores.

“Esperamos, com as informações organizadas para o público em geral e também para interessados em acessar os produtos da sociobiodiversidade, diminuir as distâncias entre os produtores e consumidores, divulgar e dar visibilidade ao trabalho dessas famílias em UCs”, frisa a coordenadora da CGPT, Bruna de Vita.

O catálogo está disponível online e pode ser acessado aqui.

Fonte: ICMBio