Empabra barra visita técnica na Mina Granja Corumi

Mineradora afirmou que não foi avisada de que parlamentares de BH iriam ao local
Da Redação / redacao@revistaecologico.com.br
Mineração
Publicado em: 11/06/2019

Representantes da Comissão de Meio Ambiente e Política Urbana da Câmara Municipal de Belo Horizonte foram impedidos de visitar recentemente a área de exploração da Mina Granja Corumi, no Bairro Jardim Taquaril, na Serra do Curral. Atividade regimental do Legislativo, a visita tinha o objetivo de vistoriar as condições atuais de taludes e de recomposição vegetal da mina. A Empresa de Mineração Pau Branco Ltda. (Empabra), responsável pela exploração de minério no local, tem obrigação legal de realizar obras para conter a degradação ambiental na região. A área havia sido visitada pela CPI da Mineração, em agosto de 2018, quando foi constatada exploração irregular de minério.

José Flávio Franco, responsável pela empresa, alegou que não tinha conhecimento da visita e que não havia, no momento, condições técnicas de segurança para ir à área de exploração da mina. Bruno Bezerra, advogado da mineradora, afirmou que a Empabra não havia sido comunicada da visita e tinha o “direito de proibir o acesso”. “Legalmente, podemos fazer uma visita técnica sem avisar. Isso até impede a empresa de ‘maquiar’ o local para esconder irregularidades”, rebateu o vereador Gilson Reis (PCdoB). O vereador informou que já foi constatado, por visitas informais, que existem erosões e rompimentos de taludes e falhas no reflorestamento e que o solo está sem proteção. “Iremos tomar todas as medidas policial, política e jurídica possíveis contra a empresa e vamos remarcar nova visita”, frisou.

Foto: Bernardo Dias/CMBH
Foto: Bernardo Dias/CMBH

Acompanharam Gilson Reis o gerente de Qualidade do Solo e Reabilitação da Fundação Estadual do Meio Ambiente (Feam), Roberto Gomes, o diretor de Qualidade e Monitoramento Ambiental Thiago Lopes da Silva, também da Feam; o assessor Eduardo Tavares, representando a Secretaria Municipal de Meio Ambiente; a coordenadora técnica Daniela Castro, do Iphan; e a diretora técnica Lilia de Castro, da Superintendência Regional de Meio Ambiente da Semad.

A extração de minério na Mina Granja Corumi está embargada desde o ano passado, mas a empresa tem autorização para retirar o material que já foi lavrado, ou seja, o minério que já está solto. O advogado da mineradora, Bruno Bezerra, garantiu que a empresa atualmente só desenvolve atividade de mineração autorizada, numa área de 12 hectares, e que, em 60 hectares são realizadas atividades de recuperação, desde 2012. Seriam projetos de revegetação, recomposição vegetal e do solo, além da preservação de águas.

(*) Com informações da Superintendência de Comunicação Institucional da CMBH.


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